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Literatura

A perda de tempo

A perda de tempo
A perda de tempo

Cr6onica por Nilson Lattari

Muitos se queixarão da perda do tempo, durante esta pandemia. Aprendemos a contar o tempo como algo numérico, uma relação entre a vida que segue e o tic tac do relógio, sempre, inexoravelmente, seguindo adiante. O tempo, assim, passa a ser contado como uma contabilização que sempre encerra o dia, a semana, o mês e o ano. Findamos cada um deles, realizamos nossas perdas e danos e seguimos em frente.

Mas o tempo não perdemos, ele se perde diante de algumas situações em que nos colocamos. A perda do tempo não é um prejuízo dele, mas nosso. O tempo não se perde. O tempo é uma planilha em branco a ser preenchida por nós. Perdemos vida, diante do tempo, quando esperamos por alguma coisa acontecer que a mude, nos dê um novo rumo. Não temos que apostar corrida contra o tempo, ele é incansável.

O tic tac do relógio nos mostra que, a cada minuto que não fazemos algo em nosso proveito, a contabilização é a perda. O tempo não permite as lamentações. O tempo não admite que fiquemos na beira da estrada vendo-o passar. E ele passa como o vento invisível, e devemos aprender a navegar com ele, a voar com ele.

Para alguns, sair para as ruas, desafiando o inimigo invisível é lutar contra a perda do tempo. Mas o tempo tem alguma coisa de estranha e misteriosa dentro dele. Há tempo para tudo, para plantar e para colher, para viver em paz e para lutar. O tempo admite todas essas coisas. A escolha, no entanto, é nossa.

Podemos escolher em se perder no tempo ou ganhar no tempo. Os ganhos são possíveis, assim como as perdas. Não há tempo perdido, há tempo mal gasto. Podemos deixar a janela, se lamentando da vida que passa lá fora, ou investir no tempo que temos. Tempo é oportunidade que não se perdeu. Os ganhos no tempo estão nas oportunidades que aparecem. Mesmo em uma fila, um livro pode ser o ganho do nosso tempo. A espera por uma entrevista que pode ser mal sucedida pode ser um ganho de experiência, quando conversamos com as pessoas em volta e entendemos onde elas erram ou acertam. Tempo é experiência trocada.

Logo, nós não perdemos tempo, nós perdemos o tempo, perdemos a oportunidade de aproveitar o tempo que temos para aprender mais, se informar mais.

Alguns perdem o tempo quando se entregam a disseminar mentiras via web, e não para ganhar as possibilidades de um mundo melhor, mais humano e amigável. Não podemos perder o tempo, porque ele não é uma mercadoria que podemos comprar ou vender. O tempo é democrático. É igual para todo mundo. E podemos fazer dele o que quisermos. Muitos se perdem no tempo fazendo coisas inúteis, inclusive roubando o tempo de outros. Precisamos deixar de se perder no tempo para outros, procurar deixar de causar perdas e danos com o nosso tempo. Alguns ou quase todos vendem o seu tempo em troca de valores. Mas para aqueles que veem o tempo como possibilidades, podem vender o seu tempo, mas adquirir experiência suficiente para não precisar vendê-lo no futuro.

 

Foto: Ben White / Unsplash

 

Dedos nervosos na quarentena

Dedos nervosos na quarentena
Dedos nervosos na quarentena

Crônica por Nilson Lattari

Foto: Rob Hampson / Unsplash

No Brasil e no resto do mundo, por que não, há uma discussão sobre as fake news, quase colocadas no mesmo nível de um ser autônomo, pensante (?), que parecem agir por si mesmas. Aliando-se às pessoas enclausuradas, a internet, que poderia vir a ser um ponto de referência para aprendizados, é o canal onde elas se propagam. Fico imaginando que, aprendendo a utilizar o zap, a compartilhar, por falta de bom senso ou não, os dedos ficam nervosos no apertar frenético do botão. No meio da quarentena, diante do vidro iluminado, lembro das palavras da minha avó: “Mente desocupada, residência do diabo”.

Alguns perfis que eu conheço de nível intelectual, supostamente, alto, compartilham coisas escabrosas que, temo em dizer, não é mais sinal de ignorância, é falta de caráter mesmo. Alguns podem dizer que ridicularizar o adversário com mentiras faz parte processo. E eu digo, então, que o humor, muitas vezes, esconde mais perversidades do que ironias.

Até porque, nos tempos de hoje, o hábito de copiar colar já entrou no nível acadêmico, onde a profusão de desejos por doutorados já se transforma em realidade, o currículo vitae se torna uma fábrica de… sim, fake news. E eu penso que essa propagação de coisas mentirosas, ditas com a maior desfaçatez, contamina os próprios artigos que deveriam ser fontes para estudos sérios. Enfim, o mundo se tornará em breve uma imensa fake news e, quem sabe, pegaremos o ônibus universal, paramos o mundo e façamos de conta que nada disso existiu.

A humanidade, dentro do espaço virtual, poderia ser dividida entre aqueles que clicam em qualquer coisa que satisfaça sua insanidade e a outra que tenta se manter distante, sufocando aquela imensa vontade de dar o troco, mostrando a verdade dos fatos, quando o outro lado sabe disso e pouco se interessa com ela.

Quando vi uma mensagem muito rápida dizendo “se eu não posso mudar você, eu me mudo de você” acho que sintetiza o que devemos fazer, realmente: mudar de amizades, se isolar da doença que age lá fora e daquela que age perto de nós, via web (atacar ou ler passivamente nos torna doentes também). Conservar a sanidade no meio da insanidade é uma verdadeira prova de fogo. A impressão é que vivemos em um mundo que desejaríamos dividir ao meio, ou ir para um outro planeta e levar aqueles que pensam como, ou mesmo diferente, mas que tenham um mesmo pensamento humano em comum, viver e discutir a realidade.

No entanto, revendo a História, alguns países que se dividiram em Norte e Sul, Leste e Oeste, vivem, supostamente, separados, mas se alimentam brigando através do muro que construíram.

Podemos construir muros que dividam pensamentos, mas fica aquele sentimento de que a barbárie está do outro lado, e o outro lado guarda aquele sentimento de que precisa continuar atacando para poder se alimentar. Seria possível dizer “Tá legal, você tem razão, mas dá para me esquecer?” Já experimentei e não consegui, a gente não esquece. Manter a sanidade em mundo insano é uma prova de fogo. Ainda mais sabendo que os dedos continuam nervosos, não satisfeitos em satisfazer a própria insanidade, precisam saber que incomodam, para alimentar a insanidade de um mundo zumbi.

A nave Voyager fotografou a Terra de uma distância jamais vista. Um pequeno ponto azul perdido e vagando no espaço. E se ela fosse uma nave alienígena que deduzisse que haveria vida inteligente ali, e se perguntasse: “Vamos até lá, ver o que aquele pessoal pensa!”?

 

 

Cabelos brancos e isolamento

Cabelos brancos e isolamento
Cabelos brancos e isolamento

Crônica por Nilson Lattari

Foto christian ferrer / Unsplash
Um fato que tem chamado minha atenção, pesquisando na internet sobre algo relevante, são as fotos de famosas ou influencers permitindo que os seus cabelos brancos apareçam. As mulheres, no caso, mostram as suas fotos desglamourizadas, e sujeitas às críticas dos fãs, alguns inconformados diante da descoberta e também dos elogios de outros. Uma divisão de opiniões.

Os cabelos brancos femininos sempre foram sujeitos a preconceitos. Uma atriz disse uma vez que as mulheres não envelhecem tornam-se louras. Ou seja, as mulheres de uma maneira ou de outra são obrigadas a esconder seus cabelos brancos, ao contrário dos homens que tendem a ser, até, valorizados.

Essa relação capilar feminina é curiosa, também, com a questão sobre o comprimento dos cabelos, que vão encurtando à medida que as mulheres vão amadurecendo. É uma questão de moda, é uma questão cultural, e, qualquer que seja, é uma relação injusta. É uma forma de não permitir que uma pessoa seja o que realmente deseje.

O isolamento nos trouxe para um novo normal, que na verdade é um normal normal, porém não aceito por conta de convenções.

As mulheres em isolamento, comportando-se dessa forma, seja por necessidade ou não, mostram que precisamos estabelecer um novo rumo nesses quesitos.

No filme “O diabo veste Prada”, a atriz Merryl Streep vive um personagem com cabelos brancos finamente cortados e com um brilho belíssimo. Não entendo de cabelos para admitir que todas poderiam tê-lo, mas eu achei muito bonito. E também pensei por que não as mulheres se cuidarem daquela forma? Caberia aos profissionais de beleza estudarem melhor o assunto ou a sociedade aceitar o novo comportamento.

De todo modo, o novo normal talvez traga novas formas de convívios, apesar de não ter muitas esperanças, porque na primeira chance de relaxamento do isolamento as pessoas correram para fazer as mesmas coisas de sempre: filas nos shoppings, festas e reuniões em bares.

Alguma coisa deveria mudar nisso tudo, afinal uma crise dessas deveria trazer mudanças, e quem sabe uma delas fosse uma mulher vendo-se bela à medida que amadurece e que tenda a ser valorizada por isso, com cabelos brancos.

Esperanças são sempre bem-vindas, novos jeitos de atuar no mundo também. As cabeças devem mudar na forma de pensar, externa e/ou internamente. Vamos descobrir que as mulheres ao natural serão sempre bonitas e desejáveis. Os padrões de beleza servem de encobrimento, e até de mentiras, e fake news, por que não?

Que as mulheres venham com toda a força que possuem para mudar esse mundo, e não ficarem se guardando para agradar a outros e outras (será isso?). Poderiam argumentar que as mulheres se comportam assim para agradar a si mesmas. Porém, como é possível agradar a si mesmas quando obedecem a uma norma de comportamento que ninguém sabe quem estabeleceu? As mulheres? Acho que não.

A moda determina a vida ou a vida determina a moda?

 

Noventa dias e a viagem continua

Noventa dias e a viagem continua
Noventa dias e a viagem continua

Crônica por Nilson Lattari

Lembro bem, era o dia do meu aniversário e decidi cortar meu cabelo. A partir desse último acontecimento, começou minha quarentena. O cabelo cresceu e aconteceu a possibilidade dele ser cortado, por minha mulher. É claro que poderia acontecer a retribuição tingindo seu cabelo, o que proporcionou a crônica anterior quando falei sobre cabelos brancos, apenas uma sugestão para que meus dotes de cabeleireiro, formado nos tutoriais do Youtube, fossem colocados à prova.

Desisti, no entanto, em arriscar sobre o corte, depois da testagem feita no poodle aqui em casa. Depois dos procedimentos e, chegando à conclusão que a raça do cachorro deveria ser, radicalmente, modificada, eu, claro, declinei do convite e comecei a curtir meus cabelos como aquele garoto old fashion que amava os Beatles e os Rolling Stones.

E, dizendo que ontem os meus problemas pareciam muito distantes, como nos versos do primeiro citado acima (Yesterday), tendo em vista que essa viagem continua e o seu destino nunca chega, me faz lembrar das crianças no carro sempre perguntando “Falta muito pra chegar?” Pois é, parece que falta muito, e a gente sempre procurando nas notícias da internet se o remédio para isso tudo tá chegando.

Em dias de confinamento, vendo a vida passar abaixo da janela, o sol brilhando lá fora e somente os pássaros e os animais ocupando os “nossos” espaços, as pessoas vão se reinventando. Novos Youtubers, novos empreendedores, gente procurando fazer o que não fazia antes, por falta de tempo, ou por não desperdiçar em coisas até então inúteis, entretidos que estavam na procura sempre incessante pelo poço do dinheiro, o mesmo daqueles sujeitos que estão cavando em Oak Island, que, por sinal, tiveram que interromper por causa do, do, do, pois é, dele.

Acho que em alguns já vai se instalando aquela angústia do tempo perdido. Confinados por causa de um ser invisível, mas que sabemos que está ali, talvez ao lado.

A pergunta que devemos fazer a nós mesmos seria quem sairá do confinamento. Que ser nós estamos treinando e preparando para sair nas ruas? Uma personalidade reconstruída, destruída, com aprendizado, mais culta, menos culta, mais revoltada, mais pacífica?

Essa escolha é nossa, e não é a do vírus. Será que perderemos tempo em filas para comprar a última moda nas lojas? Valorizaremos as caminhadas ao ar livre? Mudaremos nossos hábitos e olharemos mais em volta, e não uma fixação por uma conta bancária maior?

Mais do que o confinamento físico, precisamos pensar no confinamento espiritual em que nos colocamos ao longo do nosso tempo de vida. Dá para perceber que enclausuramos um ser dentro de nós mesmos durante muito tempo, e não nos apercebemos disso? Quanta coisa que privamos nosso corpo e mente, e a confinamos dentro de preconceitos, desejos e satisfações que, na verdade, não nos satisfaziam, e nem sabemos o que ou a quem.

É hora de pensar no confinamento, depois desse, porque virá. Não podemos sair do confinamento físico e nos encerrarmos no outro confinamento em que nos encerramos durante muito tempo, e não percebemos.

Foto: JESHOOTS.COM on Unsplash

 

Quarentena e abstinência - A Revoltada

Quarentena e abstinência - A Revoltada
Quarentena e abstinência - A Revoltada

Crônica por Nilson Lattari
Minha abstinente conseguiu estabelecer uma rede de contato que poderia fornecer tanto sorvete quanto ela quisesse. Estava exaltada, porque o negócio com a sua fornecedora conseguiu estabelecer uma rede de abastecimento que a impressionou. Por isso, ela recebeu da fornecedora alguns excessos, alguns presentes, traduzidos por mais embalagens de sorvetes, prontas para saciar sua extrema vontade.

O dia da entrega estava cercado de expectativa. É claro que haveria alguns cuidados com a entrega, porque o isolamento teria de ser mantido. E o contato com o entregador seria à distância, como nas outras entregas que eram colocadas no corredor.

Atendeu o interfone com alegria, já despossuída daquele olhar temerário que me obrigou a entrar e a sair, fique bem claro, do armário onde estava, ou pensava estar escondido.

O som das embalagens de sorvete no corredor ressonavam através da porta. No entanto, lembrei, ela deveria consultar o tempo de espera para poder se apossar da guloseima.

Consultou o Google e constatou que o sorvete não sofria essa restrição, porque estava embalado. Porém, antes que ela abrisse a porta eu lembrei, novamente, com um certo receio: a embalagem do sorvete é de plástico. Ela ficou estática, paralisada, fiquei preocupado com o olhar dela quando me encarasse. Ela consultou e percebeu que o plástico precisava de uma quarentena de 72 horas. E eu lembrei que o sorvete não resistiria a tanto.

Ela me olhou, com um olhar fundo e rancoroso, dizendo, em uma voz rouca, de dentro da alma, vamos dizer assim:

- Quem lhe perguntou isso?

- Eu não perguntei, apenas avisei…

Sua voz rouca rebombou pelo corredor, alertando minha vizinha, com a qual tínhamos um trato de ficar com a cópia da chave um do outro, no caso de alguma assistência. Aliás, algo bem lembrado. E, ato incontinenti, ela, a vizinha, bateu em nossa porta perguntando se tudo estava bem.

Quando se ouviu a voz do filho da vizinha, alegremente, dizendo:

- Sorvete!

Ela, minha abstinente, por detrás da porta, alçou sua voz empoderada, respondendo:

- Nem se atreva moleque dos infernos!!!

O silêncio foi lúgubre. E logo depois, vimos surgir uma chave por debaixo da porta, como um sinal de paz.

Foram setenta e duas horas vendo minha abstinente vigiar pelo olho mágico da porta o seu sorvete derretendo, quando ela se voltou para mim, dizendo:

- Isso não vai ficar assim!

Gelei por dentro, perdoem-me a expressão, olhando para o banheiro de serviço com uma porta que, infelizmente, não tinha chave.

Foto: Sharon McCutcheon on Unsplash

 

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