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Vanessa da Mata: “A vida me inspira a compor”

Vanessa da Mata
Vanessa da Mata

A cantora, compositora e escritora Vanessa da Mata será a grande atração do projeto Sounds of Brazil, que acontece no próximo mês de setembro no Hotel Faena, em Miami Beach, dia 8, às 7 PM e também é estrela do Brazilian Beat 2017, que acontece dia 9 de setembro no Mizner Park Amphitheater, em Boca Raton. A Acontece Magazine entrevistou a artista, que fala sobre carreira, novos projetos, família e sobre a expectativa dos shows na Flórida. 

Vanessa, suas canções são tão profundas que parecem ter saído de alguma experiência pessoal e talvez por isso os fãs se identifiquem tanto com elas. Você é uma pessoa apaixonada em tudo o que faz?
Sou uma pessoa muito envolvida e comprometida com tudo o que faço. Quando não existe comprometimento, geralmente eu me desinteresso. E a música sempre tem uma relação com o meu lado mais profundo. Tenho muita responsabilidade com essa verdade. Na literatura, eu consigo ser mais flexível, me permito fantasiar mais por meio de cada personagem. Já a música tem uma relação mais pessoal, relacionada ao que já vivi ou que alguém próximo viveu. Muitas vezes eu falo de uma situação, como uma decepção amorosa. Mas falo por meio de simbologias, não significa que tenha acontecido comigo e nem que esteja acontecendo naquele momento. É algo que fica guardado no meu subconsciente para ser usado posteriormente, mas é uma experiência muito forte e que me marcou.

É bom saber que muitas das suas composições fazem parte da história de amor de várias pessoas?
É muito bom saber que a minha música tem uma relação direta com o amor de várias pessoas ou com a cura de suas desilusões também, porque muitas pessoas ouvem tanto, choram bastante, que acabam se curando daquilo, acabam gastando aquele sentimento de mágoa. Muitas pessoas também se casam ao som de músicas minhas. E eu acho que participar desse momento, mesmo que indiretamente, para mim é uma felicidade, uma honra.

O que te inspira para compor?
A vida me inspira a compor. Eu tenho uma tendência que é de perceber os detalhes da vida, mesmo quando ela parece escassa. E me encantar sempre com a vida. Eu acho que a vida não pode passar sem nos afetar. Mesmo quando a gente acha que já passou por aquela situação, mesmo quando tudo parece repetitivo e tedioso, eu gosto de quebrar esses padrões de cansaço, ou mesmo de conhecimento. Por mais que os dias pareçam iguais, eu acho que as experiências sempre voltam para ensinar novas coisas. Eu gosto de viver, tenho muito prazer e agradeço sempre à vida. Mas me encarrego de estar cercada de gente bacana por perto para amenizar as decepções. Sempre quero perceber coisas novas. Isso é um exercício eterno. Olhar para a mesma coisa e sempre ver um novo lado.
Fale sobre seu novo trabalho no show “Caixinha de Música”. Trata-se de um projeto de memórias musicais?
“Caixinha de Música” é uma mistura de shows anteriores. Não se trata de uma caixinha de memórias. É um projeto totalmente novo, mas fizemos questão de inserir antigos hits por perceber esse desejo no público. É um exercício diário você cantar essas músicas para pessoas que precisam delas e ao mesmo tempo trazer roupagem nova para que a gente não se canse. Para que haja prazer em cantá-las. Mas também tem 4 músicas novas e uma releitura, que é de Marcio Greyck. É um show com uma roupagem bem nova, com muito eletrônico e soul. Parece um baile de negão, o que eu gosto muito. Um baile negro, com ritmos fortes, de raízes misturadas com o eletrônico, o que é muito novo para mim.

Como compositora e cantora, qual a sua opinião sobre a nova geração de artistas hoje no Brasil?
O Brasil está vivendo uma fase normal no quesito criatividade, porque sempre teve músicos muito criativos. Mas eu nunca vi o mercado tão corrompido. Não só no sentido político, mas no sentido geral. Por causa disso eu vejo diferentes nichos sendo compostos. Uma galera que está mais inteligente e por isso não segue os caminhos normais de ouvir música porque sabe que isso está corrompido. E vai por si só procurar novos gêneros musicais, artistas e estilos. Mas eu vejo muita gente boa sim. Compositores, cada vez mais mulheres compondo, bandas novas… eu fico esperançosa com esse novo cenário. Ainda é muito difícil eles sobreviverem nesses novos caminhos, é difícil a relação com os selos, as rádios populares estão viciadas em uma coisa só. Eu até consigo tocar nelas, mas sei que é muito difícil para os novos artistas porque o brasileiro está muito inclinado a ouvir sempre as mesmas coisas.

Tem alguma música que é a sua preferida de tocar ao vivo?
Nesse momento, a minha música preferida é “Caixinha de Música”. Ela está muito nova, muito fresca na minha cabeça e, para mim, ela é perfeita. Que incrível uma compositora fazer essa música, não é mesmo? Uma compositora maravilhosa! (Risos)

Quem é sua referência como artista, tanto na arte como na vida?
Uma referência na vida e na arte é Tom Jobim. Ele tinha uma estrutura muito forte de poesia, tanto na vida quanto na arte. Era muito envolvido com a natureza. Era um bon vivant, no sentido de sempre encontrar os amigos, fazer serenatas em casa, sempre estava de bom humor. As frases, mesmo na vida, são maravilhosas. Eu adoro ouvir histórias de Tom Jobim. Ele com os amigos, ele com Vinícius de Moraes, enfim, gosto muito.

Você fez parcerias incríveis como com Ben Harper, Gilberto Gil e mais recentemente Felguk. Com quem mais você gostaria de cantar ou compor uma canção?
Eu fiz parcerias maravilhosas com pessoas que ainda não são conhecidas pelo grande público, como Swami Junior e Fernando Catatau, que também é maravilhoso. E essas pessoas me comovem muito. Eu tenho vontade de compor com muita gente do mercado. Mas sinceramente, nesse momento, o que me deixa mais feliz é ter uma música como “Gente Feliz” que está no DVD “Caixinha de Música”, que é uma parceria minha com um novo parceiro musical e também produtor do novo DVD Maurício Pacheco.

Você adotou três crianças e criou uma grande família. Como concilia tudo isso com a vida em turnês e os compromissos que a vida de artista requer?
Meus filhos requerem uma mãezona. Tento ser uma supermãe, uma mistura entre disciplinar e ter prazer. Educar é difícil, mas também precisa ser prazeroso sempre. Mas eles estão num momento muito bom, graças a Deus. Como meus shows costumam ser nos fins de semana, isso me dá a semana com eles. As pessoas têm uma fantasia de que eu vivo na estrada. Mas eu também tenho um trabalho que é “de escritório”, que é compor, responder a entrevistas, escrever, o que eu geralmente faço nas madrugadas, durante a semana. E durante o dia eu fico com os filhos. Então, muitas vezes eu fico com eles mais do que muitas mães que trabalham o dia inteiro. Mais do que empregadas domésticas, mais do que babás ou executivas. Eu consigo estar mais com eles do que mães de outras profissões.

Como você está encarando toda essa situação em que o Brasil se encontra?
Eu estou encarando como um grande reajuste essa nova fase brasileira. Porque eu nunca vi tanta gente importante atrás das grades e isso é um adianto. Isso sim é progresso. E ordem. Mas é muito difícil, porque ao mesmo tempo desestabiliza, é um novo padrão. Nunca tivemos esse padrão. Nós sempre tivemos gestores e políticos que historicamente não cumprem suas obrigações, aqui tudo sempre acabou em pizza. Não sei se muitos irão para a cadeia, mas a imagem já fica suja. E isso já é uma mudança significativa numa direção nova do Brasil. Eu realmente confio nela e acho que essa sujeira é necessária para que a gente possa limpá-la. Porque quando a sujeira não aparece é muito mais difícil.

Pensa em investir mais na sua carreira no exterior?
Sim. Eu penso em investir mais na carreira internacional na medida do possível. Eu tenho uma estabilidade e uma carreira já consagrada pelos anos que trabalhei, e trabalhei duro, no Brasil como cantora e como compositora. E isso me dá um certo conforto. No exterior, eu sempre fiz shows desde o meu primeiro disco, principalmente na Europa. Aos Estados Unidos, é a primeira vez que estou indo, mas todos os anos eu viajo bastante. Isso diminuiu um pouco depois da chegada dos meus filhos, mas inclusive eu tenho um filho que mora lá, e por causa disso, a tendência é de ir mais para a Europa. Por causa das crianças que pensam em morar fora, eu até penso que no futuro pode acontecer de me dividir entre o Brasil e algum outro país. Isso é animador, porque me traz novos caminhos, novas paisagens, novas maneiras de escrever, de compor. Mas isso não seria um plano para agora.

Qual a expectativa para seu show no festival Brazilian Beat em Boca Raton, a maior comemoração da Independência do Brasil na Flórida?
Todo show gera uma grande expectativa. E isso é muito importante para mim, é necessário. Encaro todos os shows como únicos. E em Boca Raton não seria diferente: a expectativa é enorme, principalmente porque é a primeira vez que estou indo.

 

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