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Caroline Azar: a ‘dama de ferro do Paris 6’

Caroline Azar
Caroline Azar

Dizem que por trás de um grande homem sempre existe uma grande mulher. Pode parecer um ditado antigo, mas em muitos casos é a realidade. E esse ditado popular cabe perfeitamente para a entrevistada e capa desta edição da Acontece Magazine dedicada às mulheres. Ela é Caroline Azar: mulher, esposa, mãe e administradora de empresas. Administradora de uma das redes de restaurantes mais respeitadas e famosas do Brasil, o Paris 6, que agora tem a sua primeira filial internacional em Miami. Conheça a história dessa paulistana, que simboliza a mulher moderna e independente de hoje, mas sem deixar nunca de ser, acima de tudo, feminina.

Carol, como você iniciou a sua vida no mundo dos negócios e tornou-se, ao lado de seu marido, Isaac Azar, dona de um dos restaurantes mais famosos do Brasil?
Sou formada em administração de empresas e tenho pós-graduação em administração de recursos humanos pela FAAP. Comecei a trabalhar no Paris 6 no segundo semestre de 2008 para ajudar o Isaac a enfrentar os efeitos da forte crise mundial de 2008. Na ocasião, o Isaac tomou uma difícil decisão estratégica de reduzirmos nosso tamanho para nos organizarmos e voltarmos a crescer. Tínhamos então duas outras marcas de restaurantes e um outro diretor financeiro no grupo. Nos concentramos apenas com o Paris 6, com todo o departamento financeiro sob minha gestão.

Com uma vida profissional intensa no Brasil, por que vocês decidiram vir morar nos EUA? O que motivou essa decisão?
Decidimos em julho de 2015, quando viemos ver como estava a obra do restaurante. Como seria a nossa primeira filial internacional, decidimos acompanhar de perto este novo projeto, mas não posso deixar de dizer que a falta de segurança no Brasil foi um fator importante para a nossa decisão.

Por que vocês escolheram Miami para abrir a primeira filial internacional do Paris 6?
Miami é considerada por nós um ponto estratégico para a internacionalização da marca. A marca Paris 6 já tem um apelo muito grande entre os turistas brasileiros no Brasil. O fato de Miami ser um dos destinos internacionais mais buscados por brasileiros, com certeza pesou muito em nossa decisão. Outro fato também relevante é a proximidade de Miami como hub para outros destinos nos EUA e na Europa.

Você imaginou que um dia se tornaria dona de um dos restaurantes mais famosos do Brasil e que agora já está com uma filial no exterior?
Não me vejo como dona, mas sim como parte de uma grande família, com mais de 1,5 milhão de seguidores nas redes sociais e mais de 1 milhão de clientes servidos por ano. O Paris 6 tornou-se um fenômeno nacional e agora começamos a alçar voos internacionais. Mas acima de tudo prevalece a gratidão a todos aqueles que sempre acreditaram no nosso trabalho. É com esse pensamento e com muito planejamento que tomamos a decisão de abertura de cada novo Paris 6.

Como é o seu dia a dia na administração familiar e empresarial?
Eu começo o meu dia levando as meninas até o ponto de onde sai o ônibus para a escola delas e depois volto para casa para trocar o meu pequeno e levá-lo para a escola. Três vezes por semana trabalho em esquema home office, de casa, e nos outros dois dias me organizo para trabalhar in loco, no Paris 6. Aos sábados pratico yoga. Aos finais de semana é quando aproveito para passear com as crianças, ir ao cinema com o Isaac, ir ao cabeleireiro, supermercado, enfim, coisas simples, mas que me fazem muito feliz.

Você sempre foi responsável pela administração financeira dos restaurantes Paris 6 no Brasil. E agora, vivendo fora, como fica essa logística?
Já se foi o tempo em que contávamos com um pequeno departamento financeiro que podia ser tocado somente por mim. Desde 2013 o Isaac trouxe para o grupo nosso agora sócio José Bueno. Ele atua como CEO, com uma central de inteligência com sede em São Paulo. Contudo, jamais me afastei da controladoria financeira. Desde a abertura em Miami, além de controlar o grupo, acompanho de perto a gestão do Paris 6 Miami.
Você e o Isaac dividem as responsabilidades do Paris 6? Como é essa relação de casamento e trabalho?
O Isaac inventou essa alcunha de “dama de ferro do Paris 6”. Seu respeito e admiração por mim é o que nos uniu, quando nos conhecemos na faculdade. O caminho natural seria um dia passarmos a trabalhar juntos. Isso ocorreu em um momento de crise financeira. Depois disso, nunca mais nos separamos. Ele foca no público, e eu, nas contas. Mas sempre conversamos sobre tudo em casa. Ele é meu melhor amigo. E sei que sou sua melhor amiga, também.

Com tanta responsabilidade, como fica o tempo para ser mãe de 3 filhos nos Estados Unidos?
Ser mãe no Brasil e ser mãe nos Estados Unidos são duas realidades totalmente opostas. Vejo muitos latinos que chegam em Miami e tentam se adaptar à vida vivida aqui. O custo disso é financeiramente muito elevado e socialmente muito complicado. Enquanto no Brasil é normal para uma mãe de classe média possuir assistência de babás, empregadas domésticas e até motorista particular, nos Estados Unidos o sistema nos leva a outra realidade. A América é um país de oportunidades para aqueles que jogam as regras do jogo. Por mais que me doe como mãe —e a falta de segurança no Brasil potencializa o sentimento de proteção sobre nossos filhos— a vida por aqui nos obriga a darmos mais independência na educação. As meninas usam ônibus para ir e voltar da escola, e quando chegam em casa ainda ajudam com o pequeno. Isso porque elas também já perceberam meu papel fundamental nos negócios da família. Todo mundo faz sua parte, e estamos cada vez mais unidos.

Como você se relaciona com a mídia? Prefere o backstage aos holofotes?
Esta é minha primeira entrevista. Não gosto desse negócio de holofotes. A exposição pode ser muito ingrata. Na divisão das responsabilidades, o Isaac sempre se colocou à frente de tudo o que se relaciona com imprensa e clientes.

Você é um exemplo de mulher, empresária, esposa, mãe. Acredita que a mulher tem essa dádiva de ser multifacetada?
Eu iria além. As mulheres são tão incríveis, que quando se deparam com situações em que aparentam haver sido derrotadas, ressurgem do inusitado, tirando forças de onde se acredita não existir mais nada.

Como você lida com a questão de estar 24 horas no ar, já que o Paris 6 é conhecido por funcionar 24 horas por dia?
Essa é uma pergunta muito interessante. Na realidade, quando abrimos o primeiro Paris 6 em São Paulo, em 2006, implantamos desde o início o funcionamento 24 horas. Com o passar dos anos, a fama pegou, principalmente por ser São Paulo uma cidade com muitas programações culturais, que se estendem até altas horas. Contudo, à medida que fomos expandindo pelo Brasil, percebemos que o público da madrugada nem sempre corresponde ao padrão verificado em São Paulo. É importante lembrar que o Paris 6 não é um bar ou uma balada, mas sim um bistrô, onde as pessoas se encontram e curtem um ambiente com decoração vintage, remetendo à Paris dos anos 20, acompanhado de boa música e gastronomia deliciosa. Atualmente, somente o Paris 6 Classique (nossa primeira casa, em São Paulo) e o Paris 6 Rio ficam abertos 24 horas. Quem sabe, quando abrirmos em Nova York, onde a vida cultural noturna também é intensa, possamos também abrir mais um Paris 6 24 horas. Ainda assim, mesmo nas casas que não são 24 horas —como Miami, BH, Porto Alegre e Campinas—, funcionamos até tarde. Atendemos sempre até o último cliente que esteja sóbrio o suficiente para curtir o charme do Paris 6! (risos)

Ainda que seja até altas horas, seu marido atende a um público essencialmente feminina e deve voltar tarde para casa. Você se considera uma mulher ciumenta? Como lida com isso?
Sim e não. Eu acho que nós mulheres temos um sexto sentido apurado e sabemos quando uma mulher mal-intencionada se aproxima do nosso marido. Eu confio no Isaac, sei que quando está trabalhando é sempre muito atencioso e respeitador com o público em geral.

O Paris 6 também é muito conhecido por seus pratos homenageando os artistas. Como é feita essa escolha?
Nesses mais de 10 anos da marca Paris 6, talvez nossa maior fama seja pelo apoio que damos às artes. Todos os anos investimos centenas de milhares de reais nos apoios culturais. No ano passado, em 2016, demos nosso passo mais arrojado, com a abertura do Paris 6 Burlesque, na rua Augusta, em São Paulo. Nessa casa, além do bistrô, possuímos um teatro com mais de 300 lugares, remetendo a um cabaré de luxo. Tudo isso para dizer que, com tamanho apoio cultural, seria impossível não ter entre nossos clientes centenas de artistas. Muitos deles acabaram tornando-se amigos do Isaac. Acho graça quando toca o telefone do meu marido e aparece no seu visor nomes como o de Glória Menezes, Christiane Torloni e Wolf Maya. Mas o Isaac é meio “doido”, mesmo! (risos). Trata isso com muita naturalidade. E com frequência chega em casa de madrugada contando com quem esteve e que prato criou para aquela pessoa. Somando 10 anos de Paris 6, temos hoje mais de 300 pratos com homenagens. Finalmente, em 2017, pretendemos transformar essas receitas em livro.

É verdade que o Paris 6 tem um prato com seu nome também?
Coisas de Isaac. Ele criou um Creme de Tomate com Concchiglie recheado de queijo de cabra, em comemoração à nossa viagem a St-Tropez, quando fizemos 10 anos de casados, em 2011.

Alguma novidade do Paris 6 que você possa revelar para a Acontece Magazine?
Já que essa é minha primeira entrevista, vou surfar na onda que seria do Isaac e aproveitar para anunciar em primeira mão que, neste ano de 2017, além das aberturas do Paris 6 em Brasília e em Goiânia, estão muito adiantadas as negociações para abrirmos também em Curitiba. No total, até dezembro, serão pelo menos 5 novas casas pelo Brasil, somando-se às 9 já existentes (4 em São Paulo, uma no Rio, uma em Porto Alegre, uma em Brasília, uma em BH e uma em Campinas).

Uma frase que sintetize o seu momento hoje.
Prefiro sintetizar em uma única palavra, “leveza”. Eu entendo “leveza” como o estado de espírito conquistado através de uma escolha que acreditamos ser a certa. Independente das adversidades encontradas pelo caminho, o estado da “leveza” me mantém firme e serena, acreditando que tudo está certo e que o momento de adversidade, esse sim, é passageiro.

 

Isaac e Caroline Azar, o casal Paris 6
Isaac e Caroline Azar, o casal Paris 6

“A alma feminina do Paris 6”
Certa vez, caminhando pelo Shopping Iguatemi com minha filha mais nova, fui abordado de longe por uma famosa atriz. Em voz alta ela me chamava: “Paris 6, Paris 6, espera um pouco, quero fazer uma reserva para hoje à noite.” Minha filha, então com 6 ou 7 anos de idade, me perguntou por que aquela atriz me chamava pelo nome de Paris 6, e não pelo meu nome. Dei risada. Afinal, esse já tinha se tornado um fato comum. Não foi a primeira vez, e tampouco seria a última, que alguém me chamaria pelo nome da marca que criei, há quase onze anos.
De lá para cá, muita coisa aconteceu. Foram dias de luta e dias de glória. Dias para sorrir e dias para chorar. Não costumo olhar para trás, porque sei que a história pela frente será tão ou mais rica em altos e baixos. Tenho que estar leve e focado, para lutar e garantir que os maus momentos sejam sobrepostos pelos bons, garantindo vida longa a um trabalho feito com tanto amor e carinho.
Tudo isso, quem me conhece minimamente já sabe. O que pouca gente sabe, e que pela primeira vez vem a público através desta reportagem, é que por trás de tanta garra e determinação existe uma alma feminina.
Centenas de artigos já foram escritos sobre o Paris 6. Mas jamais nossa alma feminina esteve em foco. Esse é um motivo pessoal de orgulho e admiração pela revista Acontece Magazine dedicando a matéria de capa do mês das mulheres à minha fiel companheira. Afinal, se não fosse por ela, o Paris 6 dificilmente seria o que é. Parabéns a todas as mulheres, e em especial parabéns à minha amada esposa, Caroline Azar, a Dama de Ferro do Paris 6!
Por Isaac Azar - Fotografia: Angelica Konrad - Cabelo e maquiagem: Dafne Evangelista

 

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